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sábado, 7 de novembro de 2009

Zelaya rompe diálogo com golpistas e quer intervenção da OEA


O acordo firmado entre Roberto Micheletti e Manuel Zelaya previa a formação de um governo de unidade antes da votação do congresso hondurenho para decidir a volta do presidente deposto. Porém, o governo de "unidade" constituído por Micheletti não incluía representantes de Manuel Zelaya. Pelo jeito a situação em Honduras está muito longe de ser resolvida.

da Efe, em Tegucigalpa (Honduras)

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, rejeitou hoje qualquer possibilidade de retomar o diálogo com o regime de fato, após declarar ontem fracassado o Acordo Tegucigalpa-San José, e pediu a intervenção da OEA (Organização dos Estados Americanos).

"O diálogo segue rompido, o acordo já não tem valor ou efeito pelo descumprimento do senhor Micheletti [Roberto, presidente interino], desde que Zelaya foi destituído em 28 de junho", afirmou hoje o porta-voz e assessor político do líder derrubado, Rasel Tomei. "Quando assinamos o documento depositamos boa fé e agora nos sentimos enganados."


O porta-voz rejeitou a possibilidade de um reinício do diálogo que havia sido anunciado horas antes pelo representante de Zelaya na Comissão de Verificação do acordo, Jorge Arturo Reina, que tinha falado em um "pré-acordo" para voltar à mesa de negociações.

José Octavio Bordón, um dos representantes do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, para participar da comissão, afirmou em breves declarações à imprensa durante a manhã que ambas as partes estavam negociando.

O porta-voz de Zelaya, no entanto, considerou inclusive que o órgão verificador já não faz sentido, uma vez que o pacto foi desfeito. "Se o Acordo Tegucigalpa-San José está sem valor e efeito desaparece a Comissão de Verificação", argumentou.

Micheletti declarou ontem que estaria em compasso de espera durante o final de semana antes de concretizar seu governo de unidade para dar espaço de reflexão a Zelaya.

O presidente deposto imediatamente disse em conversa telefônica com a Efe a partir da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece fechado desde 21 de setembro, que não tinha "nenhum desejo de voltar a dialogar com quem não quer dialogar e realmente manifesta posições de intransigência e desonestidade".

Zelaya declarou "fracassado" o pacto depois que na quinta-feira, data limite para formação do governo de unidade, Micheletti anunciou a constituição unilateral do Executivo.

O desacordo ocorreu porque ambos os governantes queriam assumir o Gabinete. "Pela soberania popular, pela vontade do povo, pela Constituição, pelo direito internacional, é que é o presidente eleito pelo povo, Manuel Zelaya liderasse o governo de unidade", defendeu Tomei.

Para o assessor, também refugiado na embaixada brasileira, não se pode "falar de unidade e reconciliação se o usurpador, o que cometeu a ditadura, quer seguir no poder."

"Seria um autogolpe, ou seja, o que deu o golpe agora quer uma espécie de lavagem do golpe tratando de colocar outros ministros, mas ficando ele ainda a frente do poder. Isso não é uma democracia, isso é um prolongamento do golpe de Estado", acrescentou.

Tomei indicou que agora é a OEA que deve adotar medidas para "impulsionar a Carta Democrática Interamericana". "O trabalho da OEA é preservar os governos eleitos democraticamente e os 34 Estados assinados à OEA têm que fazer esse esforço de restaurar a democracia em Honduras", sustentou.

O organismo regional acrescentou "que deve convocar o Conselho Permanente ou à Assembleia Geral e tomar as medidas pertinentes."

Ontem tanto Insulza como a Unasul (União de Nações Sul-americanas) respaldaram o presidente deposto após este novo enfrentamento e desqualificaram a atitude de Micheletti.

Engrossaram o coro das críticas hoje, o presidente golpista e o líder da Costa Rica, Óscar Arias, que como mediador impulsionou o pacto entre ambas as partes ao propor o denominado Acordo de San José.

"Nunca encontramos vontade no governo interino para cumprir o que originalmente foi o acordo de San José e depois o acordo Tegucigalpa-San José", denunciou Arias.


da Efe, em Tegucigalpa (Honduras)

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, rejeitou hoje qualquer possibilidade de retomar o diálogo com o regime de fato, após declarar ontem fracassado o Acordo Tegucigalpa-San José, e pediu a intervenção da OEA (Organização dos Estados Americanos).

"O diálogo segue rompido, o acordo já não tem valor ou efeito pelo descumprimento do senhor Micheletti [Roberto, presidente interino], desde que Zelaya foi destituído em 28 de junho", afirmou hoje o porta-voz e assessor político do líder derrubado, Rasel Tomei. "Quando assinamos o documento depositamos boa fé e agora nos sentimos enganados."


O porta-voz rejeitou a possibilidade de um reinício do diálogo que havia sido anunciado horas antes pelo representante de Zelaya na Comissão de Verificação do acordo, Jorge Arturo Reina, que tinha falado em um "pré-acordo" para voltar à mesa de negociações.

José Octavio Bordón, um dos representantes do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, para participar da comissão, afirmou em breves declarações à imprensa durante a manhã que ambas as partes estavam negociando.

O porta-voz de Zelaya, no entanto, considerou inclusive que o órgão verificador já não faz sentido, uma vez que o pacto foi desfeito. "Se o Acordo Tegucigalpa-San José está sem valor e efeito desaparece a Comissão de Verificação", argumentou.

Micheletti declarou ontem que estaria em compasso de espera durante o final de semana antes de concretizar seu governo de unidade para dar espaço de reflexão a Zelaya.

O presidente deposto imediatamente disse em conversa telefônica com a Efe a partir da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece fechado desde 21 de setembro, que não tinha "nenhum desejo de voltar a dialogar com quem não quer dialogar e realmente manifesta posições de intransigência e desonestidade".

Zelaya declarou "fracassado" o pacto depois que na quinta-feira, data limite para formação do governo de unidade, Micheletti anunciou a constituição unilateral do Executivo.

O desacordo ocorreu porque ambos os governantes queriam assumir o Gabinete. "Pela soberania popular, pela vontade do povo, pela Constituição, pelo direito internacional, é que é o presidente eleito pelo povo, Manuel Zelaya liderasse o governo de unidade", defendeu Tomei.

Para o assessor, também refugiado na embaixada brasileira, não se pode "falar de unidade e reconciliação se o usurpador, o que cometeu a ditadura, quer seguir no poder."

"Seria um autogolpe, ou seja, o que deu o golpe agora quer uma espécie de lavagem do golpe tratando de colocar outros ministros, mas ficando ele ainda a frente do poder. Isso não é uma democracia, isso é um prolongamento do golpe de Estado", acrescentou.

Tomei indicou que agora é a OEA que deve adotar medidas para "impulsionar a Carta Democrática Interamericana". "O trabalho da OEA é preservar os governos eleitos democraticamente e os 34 Estados assinados à OEA têm que fazer esse esforço de restaurar a democracia em Honduras", sustentou.

O organismo regional acrescentou "que deve convocar o Conselho Permanente ou à Assembleia Geral e tomar as medidas pertinentes."

Ontem tanto Insulza como a Unasul (União de Nações Sul-americanas) respaldaram o presidente deposto após este novo enfrentamento e desqualificaram a atitude de Micheletti.

Engrossaram o coro das críticas hoje, o presidente golpista e o líder da Costa Rica, Óscar Arias, que como mediador impulsionou o pacto entre ambas as partes ao propor o denominado Acordo de San José.

"Nunca encontramos vontade no governo interino para cumprir o que originalmente foi o acordo de San José e depois o acordo Tegucigalpa-San José", denunciou Arias.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Roberto Micheletti denuncia Brasil a Haia por ingerência interna

Fica aqui uma pergunta: um governo não reconhecido pela comunidade internacional tem legitimidade para apresentar uma denúncia contra outro Estado, num tribunal internacional , acusando de ingerência?

Publicada em 28/10/2009 às 23h21m
Gilberto Scofield Jr - Agências Internacionais

TEGUCIGALPA - A chancelaria hondurenha afirmou ter apresentado, nesta quarta-feira, uma denúncia na Corte Internacional de Justiça de Haia (CIJ) contra o Brasil, acusando o país de ingerência em assuntos internos. O Ministério do Exterior hondurenho afirmou que pode exigir uma indenização financeira do Brasil devido à presença do presidente deposto Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.


De acordo com o representante de Honduras na CIJ, Julio Rendón, o recurso é uma "solicitação para iniciar ações". O tribunal deverá decidir se aceita o recurso. Somente se fizer isso, o mérito deverá ser julgado.

Segundo uma nota divulgada pelo governo golpista hondurenho, a solicitação à CIJ contra o Brasil ocorre "por questões jurídicas relativas às situações diplomáticas e ao princípio de não intervenção nos assuntos que são da competência interna do Estado".

O ministro do Exterior do governo golpista, Carlos López, disse que os "chamados à insurgência" de Zelaya são uma "ingerência nas atividades internas de Honduras".

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, minimizou a intenção do governo interino de Honduras, mencionando o assunto com ironia ao chegar num jantar com políticos do PP:

- O governo golpista deve explicações à comunidade internacional sobre o golpe antidemocrático. O Brasil não está interferindo em nada. O Brasil só acompanha o assunto. Nossa posição representa a nossa convicção de respeito aos direitos humanos, direito internacional e respeito ao que é estipulado sobre direito de abrigo. Não podemos levar a posição do governo golpista como consequente.

Honduras vive uma crise política desde que militares depuseram Manuel Zelaya da Presidência, há quatro meses. Zelaya foi expulso do país após ser acusado de violar a Constituição ao propor um referendo sobre a reeleição. Mas voltou escondido e está abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde o dia 21 de setembro.

EUA enviam representantes para negociar solução

O governo interino de Honduras não foi reconhecido por nenhum país ou organização multilateral. O Conselho de Segurança da ONU chegou a aprovar uma resolução que condenou um ultimato dado pelos golpistas ao Brasil dias depois da chegada de Zelaya à embaixada.

Na primeira ação direta do governo dos EUA desde que Zelaya foi deposto, em 28 de junho, o secretário assistente para o Continente Americano do Departamento de Estado americano, Thomas Shannon, e o assessor da Casa Branca para a América Latina, Dan Restrepo, desembarcaram em Tegucigalpa com a missão de trazer de volta à mesa de negociações o presidente deposto e o presidente interino, Roberto Micheletti.

Diplomatas americanos se apressaram a dizer ontem que o país não foi para Tegucigalpa com uma "solução americana" e que a saída deve ser costurada pelos próprios hondurenhos. Mas, diante do que parece ser um impasse incontornável, Shannon e Restrepo querem que Zelaya e Micheletti trabalhem com um acordo que tenha como ponto central as eleições, consideradas por muitos dentro e fora de Honduras como uma das opções menos traumáticas para que o país volte à normalidade.

Abrigado desde setembro na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, Zelaya havia dito na semana passada que as conversas com o governo golpista haviam fracassado por falta de disposição de Micheletti para reconduzi-lo ao poder antes das eleições presidenciais, em novembro. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ligou na sexta-feira para Zelaya e Micheletti avisando que o governo americano estava disposto a enviar suas duas mais altas autoridades sobre América Latina para o país.

- Neste momento, não há espaço para o reconhecimento de um resultado eleitoral num país dividido, mas se as partes concordarem com uma saída que ponha as eleições como ponto de partida para a legitimação de um novo governo, então será possível negociar com a comunidade internacional a aceitação do novo governo - diz um diplomata americano.

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domingo, 25 de outubro de 2009

Uruguai escolhe novo presidente neste domingo


Os uruguaios votarão neste domingo (25) para escolher o próximo presidente do país, após um mandato do socialista Tabaré Vázquez, que deixa a Presidência com uma aprovação de 60%.



Segundo as últimas pesquisas, o candidato da coalizão de partidos de esquerda Frante Ampla (FA), José "Pepe" Mojica, um guerrilheiro de 74 anos, está na frente. De acordo com a consultora local Factum, a FA tem 45% das intenções, seguido do direitista Partido Nacional, com 38%. Leia Mais.

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sábado, 24 de outubro de 2009

Obama pressiona bancos a dar crédito a pequenas empresas Para presidente dos EUA, instituições devem ajudar em 'recuperação'.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, instou os bancos neste sábado (24) a fazer mais empréstimos a pequenas empresas, e disse que seu governo fará tudo o que puder para pressionar nesse sentido. "Está na hora de os bancos cumprirem suas responsabilidades para ajudar em uma recuperação mais abrangente, em um sistema mais seguro, e em uma prosperidade compartilhada de forma mais ampla", disse Obama em sua fala semanal no rádio.
"E nós vamos tomar todas as medidas apropriadas para encorajá-los a atender a essas responsabilidades". Nesta semana, o governo tomou medidas para incentivar os empréstimos a pequenas empresas, oferecendo dinheiro público a pequenos bancos que atendem principalmente a esse setor com um custo menor do que havia sido feito anteriormente. Obama lembrou que os bancos se beneficiaram do pacote de US$ 700 bilhões de socorro às instituições financeiras, e disse que eles precisam devolver o favor. O presidente também usou o programa de rádio para defender a reforma no sistema de saúde, principal prioridade na política interna, dizendo que o plano diminuiria os altos custos que dificultam o acesso de pequenas empresas a planos de saúde para seus funcionários .

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Prazo dado por Zelaya vence e diálogo fracassa em Honduras

As negociações por uma solução para a crise política em Honduras chegaram a um impasse, depois que venceu um prazo dado pelo presidente deposto Manuel Zelaya para que o governo interino aceitasse o seu regresso ao poder.

Zelaya tinha estabelecido um prazo final até meia-noite de quinta-feira (horário local, 04h00 de sexta-feira em Brasília) para receber uma resposta positiva do governo liderado pelo presidente interino Roberto Micheletti.

Após o vencimento do prazo, negociadores de Zelaya disseram que o diálogo com o governo interino fracassou.

"Consideramos que o diálogo se exauriu, não podemos continuar a dar novos prazos", disse Mayra Mejia, membro da equipe negociadora do presidente deposto, à agência de notícias AFP.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Zelaya exige garantia de restituição para retomar diálogo em Honduras

da France Presse, em Tegucigalpa (Honduras)
da Folha Online

A comissão de diálogo do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, respondeu nesta quinta-feira ao pedido feito na véspera pela comissão da outra parte, o presidente interino roberto Micheletti, e afirmou que só voltará à mesa de diálogo com a garantia da restituição. O tema, que já havia paralisado o diálogo antes, foi o último ponto que restou após consenso em 95% do Acordo de San José, documento do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que inclui a restituição de Zelaya sob condições.

"Zelaya determinou que retorna para o diálogo se for para assinar o retorno. Caso contrário, não faz sentido continuar o diálogo", disse o assessor legal de Zelaya, Rasel Tomé, citado pela agência de notícias France Presse.

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Postado por Adriano Valério e Carlos Henrique Vilasboas

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Zelaya rejeita nova proposta do governo interino

Para Zelaya, negociação é a outra parte aceitar a sua proposta. Além disso, deu um ultimato de dois dias para que o governo interino a aceitasse. Só uma pergunta: qual a eficácia do tal ultimato?

20/10/2009 - 07h42
Zelaya rejeita nova proposta do governo interino
BBC Brasil

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, rejeitou na noite da segunda-feira uma proposta do governo interino sobre sua eventual volta ao poder. O fracasso das negociações é um baque para o diálogo entre as partes conflitantes iniciado no último dia 7 de outubro sob os auspícios da Organização dos Estados Americanos (OEA)
O chefe da comissão negociadora do presidente deposto, Victor Meza, qualificou de "um insulto" a proposta apresentada pelo governo encabeçado por Roberto Micheletti. "O senhor Roberto Micheletti não demonstrou vontade política e se empenha em participar do diálogo como um simples mecanismo de distração", declarou.
Ele acrescentou que não se reunirá com os delegados do governo sem uma proposta "séria, construtiva e respaldada por uma verdadeira vontade política".
"Não pretendemos declarar terminado o diálogo, nem rompê-lo. Mas ele se encontra em um estado de obstrução e relativo estancamento."

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