O governo interino de Honduras anunciou nesta sexta-feira (4) que, aplicando o princípio da reciprocidade, vai passar a exigir visto para a entrada no país de cidadãos com passaportes brasileiros.
A medida vale para passaportes comuns, diplomáticos, oficiais ou de serviços, mas não afeta os brasileiros que vivem legalmente em Honduras.
Na véspera, o governo brasileiro havia anunciado que vai exigir visto nos passaportes de hondurenhos a partir de sábado (5). A medida é decorrência do golpe de estado de 28 de junho, que derrubou o presidente Manuel Zelaya. A decisão brasileira, segundo o Itamaraty, baseia-se nas resoluções da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da ONU (Organização das Nações Unidas), que não reconhecem o governo "de facto" do país e que pedem a volta de Zelaya.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Governo interino de Honduras também vai exigir visto em passaportes brasileiros
Por conta de golpe, EUA suspendem toda ajuda econômica a Honduras
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (3) a suspensão de toda ajuda econômica a Honduras, segundo o Departamento de Estado.
O país foi palco de um golpe militar em 28 de junho, que derrubou e exilou o presidente Manuel Zelaya. Os EUA, a OEA (Organização dos Estados Americanos) e a ONU não reconheceram o governo interino e pedem a volta de Zelaya, presidente eleito democraticamente, ao poder.
O presidente deposto teve reunião nesta quinta na sede do departamento, em Washington, com a secretária Hillary Clinton.
Na nota, o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, diz que Hillary tomou a decisão por reconhecer a necessidade de "medidas fortes" para restaurar as regras democráticas e constitucionais no país.
A nota do Departamento de Estado também informa que, com a atual situação, o governo americano não vai aceitar o resultado das eleições presidenciais hondurenhas, marcadas para novembro pelo governo interino do presidente Roberto Micheletti.
O governo qualificou de "pouco amistosa" a decisão e disse que Washington "aliou-se ao governo de Hugo Chávez", presidente da Venezuela.
"Não há dúvida de que a medida é pouco amistosa. Não a podemos aceitar com alegria. Lamentamos que um governo amigo e um povo que é amigo do nosso tenha tomado a decisão de ficar do lado de Chávez", disse o ministro hondurenho da Presidência, Rafael Piñeda Ponce, em entrevista a uma rádio local.
Lula diz que Brasil não aceitará eleições em Honduras sem Zelaya no comando
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a condenar nesta quarta-feira (9) o golpe em Honduras e disse que o Brasil não reconhecerá as novas eleições no país, marcadas para novembro, caso o presidente deposto, Manuel Zelaya, não retorne ao poder. Lula elogiou ainda as medidas tomadas pelos Estados Unidos contra o governo golpista de Honduras durante o discurso na visita oficial do presidente de El Salvador, Maurício Funes.
O golpe de Honduras é um retrocesso inaceitável. Devemos repudiá-lo incondicionalmente e exigir o retorno do presidente Manuel Zelaya às funções constitucionais para as quais o povo hondurenho o elegeu. Os golpistas precisam entender que a vontade popular é soberana em nosso continente”, salientou. O presidente ressaltou que as nações latino-americanas sofreram para aprender a viver em paz e respeitar suas diferenças e que não podiam abrir mão dessa conquista. “A América Latina aprendeu, a duras penas, que só alcançaremos a paz e o progresso por meio do diálogo, tolerância e muito respeito pelas nossas diferenças. Não podemos abrir mão dessas conquistas”, discursou. Segundo Lula, “as medidas tomadas recentemente pelo governo [Barack Hussein] Obama contra os golpistas são bem-vindas”.
domingo, 13 de setembro de 2009
Na Unasul, Brasil insistirá em garantia colombiana
O recado a ser dado será claro: para o Brasil e outros vizinhos, como a Argentina, se a Colômbia não der respaldo jurídico à promessa de que a presença de tropas americanas em até sete bases no país se restringirá ao território colombiano, poderá ficar isolada, com uma permanente desconfiança pairando no ar.
O Brasil será representado pelos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Nelson Jobim (Defesa). Jobim já esteve no início do mês na Colômbia e no Equador, tentando fazer uma mediação entre esses dois países. Eles estão com as relação diplomáticas suspensas desde o ano passado, após Bogotá realizar uma operação contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano.
Além disso, Jobim ainda irá amanhã à Bolívia, que integra o eixo antiamericano da região com Venezuela e Equador.
A Colômbia, que está "na berlinda", por causa do acordo com os EUA, exige que os ministros discutam também as alianças da Venezuela com o Irã e com a Rússia e as suspeitas de envolvimento de outros países (numa referência à própria Venezuela e ao Equador) com grupos narcotraficantes.
Até anteontem, havia ao menos três propostas circulando entre as chancelarias. Elas serão levadas à reunião de terça.
Duas são de autoria equatoriana. Elas estipulam a instituição de uma espécie de "código de conduta" relativo a gastos militares e a instalação de uma comissão com a incumbência de fomentar relações de confiança entre os 12 países da Unasul, planejando troca de visitas e de informações na área da defesa.
Transparência
A outra proposta é do Brasil e vai na linha de mais transparência, com a criação de um dispositivo que formalizaria a obrigatoriedade de os países da Unasul notificarem seus acordos de cooperação militar, sobretudo dos que envolvam grau de presença ou equipamento estrangeiro. Assim, seria criado uma espécie de "catálogo".
A ideia, chamada de "projeto transparência", seria colocada na cúpula de presidentes em Bariloche, Argentina, no final de agosto. Mas a reunião foi consumida pela retórica.
Para dar "exemplo", o governo brasileiro diz estar disposto a dar explicações sobre os acordos recentemente firmados com a França para aquisição de helicópteros, submarinos convencionais e a construção de um submarino de propulsão nuclear, além da disposição de empregar até 4 bilhões na aquisição de 36 aviões de caça para a FAB.
Se questionado, o Brasil dirá, segundo fontes diplomáticas, que essas ações são "perfeitamente proporcionais às necessidades de defesa e de segurança que o país tem".
Também defenderá que não há necessidade de manter isso sob sigilo -um diplomata inclusive citou a possibilidade de colocar na internet os acordos assinados com a França, seguindo o exemplo do Chile, que é o único país que escancara sua força bélica pela rede.
Recentemente, a Venezuela comprou fuzis, tanques, helicópteros e três submarinos da Rússia. Na última quinta-feira, em Moscou, o presidente Hugo Chávez e seu par russo, Dmitri Medvedev, selaram acordo para o fornecimento de mais tanques a Caracas.
Outros países latino-americanos também foram às compras. O Chile adquiriu fragatas e outros equipamentos do Reino Unido e da Holanda. O Equador comprou aviões Supertucano do Brasil, helicópteros militares da Índia e fragatas do Chile. E o Peru tem um plano de reequipamento de até US$ 650 milhões.
Para o Brasil, tais movimentações justificam a necessidade de mais troca de informação na região, com o intuito de evitar curtos-circuitos capazes de estimular uma corrida armamentista entre vizinhos.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1309200906.htm
Para os Autores: Novo Método de Postagem
Morre aos 95, cientista “pai da Revolução Verde”
Borlaug desenvolveu culturas mais resistentes e produtivas. O cientista Norman Borlaug, conhecido como o pai da Revoluçao verde na agricultura, morreu no Estado americano do Texas aos 95 anos de idade. Ele recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1970 por inovações agrícolas e o desenvolvimento de plantações de alta produtividade para combater a fome nos países em desenvolvimento . A chamada Revolução Verde ajudou a produção mundial de alimentos mais que dobrar entre 1960 e 90, beneficiando especialmente a América Latina, Ásia e África. O Instituto Nobel afirma que Borlaug ajudou a salvar centenas de milhões de vidas. Fome global Desde a década de 60 o cientista vem desenvolvendo culturas mais resistentes e produtivas que as tradicionais. Analistas afirmam que a Revolução Verde audou a impedir uma enorme fome global ao fim do século passado. Ele continuou trabalhando mesmo com uma idade avançada. Em 2006, durante uma conferência nas Filipinas, Borlaug disse que “ainda temos um grande número de miseráveis e famintos, o que contribui para a instabilidade do Mundo”. "É bom não nos esquecermos de que a miséria humana é explosiva", disse ele. Norman Borlaug nasceu no Estado americano de Iowa em 1914. Ele estudou na Universidade de Minnesota. Ele recebeu a maior condecoração civil dos Estados Unidos, a Medalha de Ouro do Congresso em 2007. Fonte: BBC Brasil
Entrevista com Hugo Chávez: "Temos direito a nos defender"
Presidente da Venezuela em entrevista ao Jornal Espanhol "El Pais" fala sobre a corrida armamentista, Farc's e a rigidez de seu governo.
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Hugo Chávez acabava de se encontrar com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no Palácio de la Moncloa, e depois no Palácio de La Zarzuela com o rei Juan Carlos. Chávez acabava de saber durante seu encontro com Zapatero o que ele qualificou como uma "notícia-bomba": a descoberta na Venezuela de reservas de gás exploradas a meias pela companhia de petróleo venezuelana PDVSA e a espanhola Repsol. Trata-se da maior descoberta de gás da história da Repsol. No terceiro andar da biblioteca, encontrava-se o presidente da empresa espanhola, Antonio Brufau, com quem Chávez queria conversar a caminho do aeroporto.
Enquanto se realizava esta entrevista, na porta da Casa do Livro se concentraram dezenas de pessoas que na saída chamaram o presidente venezuelano de "assassino" e "ditador". Chávez saiu sorrindo e mandando beijos para alguns de seus partidários, que estavam entre os manifestantes. Chávez saiu encantado da reunião com o rei e o primeiro-ministro. Leia Mais